
Cirurgia de câncer de pele em São Paulo
Cirurgia de câncer de pele em São Paulo com o Dr. Osório Lara, dermatologista em Perdizes: carcinomas, melanoma, controle das margens e reconstrução.
A cirurgia para o câncer de pele é planejada de forma individualizada, a partir do resultado da biópsia, das características do tumor e de sua localização. Realizo procedimentos para o tratamento dos carcinomas basocelular e espinocelular e do melanoma, incluindo técnicas de reconstrução quando indicadas.
Em casos selecionados, especialmente nos carcinomas de maior risco, podem ser utilizadas técnicas para avaliação das margens durante o procedimento. No melanoma, a extensão das margens cirúrgicas é definida principalmente pelas características do tumor, incluindo sua espessura.
Após a retirada, planejo o fechamento da ferida buscando remover o tumor de forma adequada e preservar, sempre que possível, a função e a aparência da região operada. O acompanhamento continua nos retornos, durante a recuperação.
Como é feita a avaliação antes da cirurgia?
A avaliação começa pela história clínica e pelo exame dermatológico da lesão. Quando necessário, realizo dermatoscopia e indico biópsia para confirmação diagnóstica.
O resultado anatomopatológico ajuda a definir o tipo de tumor e suas características. No planejamento cirúrgico, considero fatores como:
- Localização e tamanho da lesão.
- Limites clínicos bem definidos ou mal definidos.
- Subtipo histológico e profundidade da invasão.
- Tratamento prévio e eventual recorrência.
- Condições clínicas do paciente, incluindo imunossupressão quando presente.
- Necessidade de avaliar as margens cirúrgicas e planejar a reconstrução.
Esses fatores são importantes porque nem todo câncer de pele apresenta o mesmo comportamento. Uma lesão pequena pode exigir uma abordagem mais criteriosa quando está em uma área anatômica delicada ou apresenta características de maior risco.

O carcinoma basocelular é o tipo mais frequente de câncer de pele. Embora raramente produza metástases, pode crescer localmente e comprometer estruturas próximas quando não tratado adequadamente.
A cirurgia é uma das principais opções de tratamento. A técnica é escolhida de acordo com o risco de recorrência, considerando a localização, o diâmetro, os limites clínicos, o subtipo histológico e outros fatores relevantes.
Lesões de baixo risco
Em tumores selecionados, primários, bem delimitados e localizados em áreas de menor risco, a excisão cirúrgica convencional pode ser apropriada. A lesão é retirada com margens clínicas planejadas e o material é enviado para exame anatomopatológico, que avalia se o tumor foi completamente removido.
Algumas lesões superficiais de baixo risco podem ser candidatas a tratamentos não cirúrgicos ou a técnicas destrutivas específicas. Essas alternativas não são adequadas para todos os tumores e apresentam limitações, inclusive quanto à avaliação das margens.
Lesões de alto risco
O risco é maior, por exemplo, quando o tumor é recorrente, apresenta limites mal definidos, está em determinadas áreas da face ou possui subtipo histológico agressivo. A imunossupressão e outros achados clínicos ou microscópicos também podem influenciar a decisão.
Nessas situações, pode ser necessário um método que permita controle mais completo das margens, como a cirurgia micrográfica de Mohs ou uma técnica validada de avaliação completa das margens periféricas e profundas. A excisão convencional com planejamento individualizado também pode ser considerada em determinados casos.
A escolha depende das características do tumor, da disponibilidade da técnica e da experiência da equipe responsável. Quando as margens estão comprometidas, é necessário avaliar a possibilidade de nova retirada ou de outra abordagem apropriada.
O carcinoma espinocelular, também chamado de carcinoma de células escamosas, é um câncer de pele que pode apresentar comportamento agressivo e, em determinadas situações, disseminar-se para os linfonodos regionais ou outros órgãos. Por isso, seu tratamento exige avaliação cuidadosa dos fatores associados ao risco de recorrência e metástases.
A escolha da abordagem considera o tamanho e a localização do tumor, a profundidade de invasão, o grau de diferenciação celular, o subtipo histológico, a presença de invasão perineural ou linfovascular e outros fatores clínicos, como recorrência, crescimento rápido e imunossupressão.
Lesões de baixo risco
Em tumores primários, bem delimitados e com características favoráveis, a excisão cirúrgica convencional costuma ser uma opção apropriada. A lesão é retirada com margens clínicas planejadas e o material é encaminhado para exame anatomopatológico, que avalia se há comprometimento das margens cirúrgicas.
A escolha da técnica de fechamento depende da extensão e da localização da área retirada, podendo envolver sutura direta, retalho ou enxerto de pele.
Lesões de alto risco
Tumores maiores, recorrentes, mal delimitados ou localizados em regiões como cabeça, pescoço, mãos, pés e região pré-tibial podem apresentar maior risco. Outros fatores importantes incluem invasão profunda, diferenciação celular desfavorável, invasão perineural ou linfovascular e imunossupressão.
Nessas situações, pode ser indicado um método que permita controle mais abrangente das margens cirúrgicas, como a cirurgia micrográfica de Mohs ou uma técnica validada de avaliação completa das margens periféricas e profundas.
Essas técnicas permitem examinar as margens cirúrgicas de maneira mais abrangente, podendo utilizar cortes de congelação intraoperatórios ou processamento histológico em parafina. A avaliação intraoperatória permite analisar o tecido durante o procedimento e, quando há identificação de tumor residual, orientar a ampliação da retirada na região comprometida.
A excisão convencional com margens cirúrgicas individualizadas e avaliação anatomopatológica pós-operatória também pode ser considerada em determinados casos. Quando há comprometimento das margens, pode ser necessária uma nova abordagem cirúrgica.
Quando é necessária investigação adicional?
Nos casos de maior risco, pode ser necessária avaliação das cadeias linfonodais regionais por exame clínico e, conforme a indicação, exames de imagem ou biópsia de linfonodos suspeitos.
Tumores localmente avançados, com comprometimento linfonodal ou metástases, podem exigir avaliação multidisciplinar, envolvendo cirurgia oncológica, oncologia clínica e radioterapia. A indicação de tratamentos complementares depende das características do tumor, da extensão da doença e das condições clínicas do paciente.
O tratamento cirúrgico do melanoma cutâneo exige planejamento específico, pois a conduta depende das características do tumor, especialmente da espessura de Breslow, e do estádio da doença.
Como é realizado o tratamento cirúrgico?
Sempre que tecnicamente possível, a investigação diagnóstica começa com a retirada completa da lesão suspeita, com margens estreitas, para permitir uma avaliação histopatológica adequada. Em lesões extensas ou localizadas em áreas anatômicas complexas, pode ser necessária uma biópsia parcial planejada.
Após a confirmação do diagnóstico, pode ser indicada uma nova cirurgia para ampliar as margens. A extensão dessa retirada é definida principalmente pela espessura de Breslow e por outras características anatomopatológicas. As margens utilizadas no melanoma diferem daquelas empregadas no tratamento dos carcinomas basocelular e espinocelular.
Em determinados melanomas in situ, especialmente o lentigo maligno em áreas como a face e as pálpebras, podem ser consideradas técnicas especializadas de excisão por etapas, com avaliação histológica apropriada das margens.
Como são avaliadas as margens cirúrgicas?
As margens correspondem aos limites do tecido retirado ao redor e abaixo do tumor. A análise anatomopatológica permite verificar se há comprometimento por células tumorais e se pode ser necessária uma nova abordagem cirúrgica.
No melanoma e nas lesões melanocíticas suspeitas, a congelação convencional não é recomendada para estabelecer o diagnóstico ou avaliar as margens de rotina. Em situações selecionadas, podem ser consideradas técnicas especializadas de controle histológico, conforme o tipo de lesão e o método empregado.
A reconstrução da área operada é planejada considerando a localização, a extensão da retirada e a avaliação histopatológica. O fechamento pode ser realizado por sutura direta, cicatrização por segunda intenção, retalho ou enxerto de pele, conforme as características do defeito e a necessidade de preservar a função e a aparência da região.
Quando é necessário avaliar os linfonodos?
Em determinados melanomas invasivos, pode ser indicada a biópsia do linfonodo sentinela. O procedimento permite investigar a presença de comprometimento microscópico nos linfonodos regionais e contribui para o estadiamento e o planejamento terapêutico. A indicação depende principalmente da espessura do tumor e de outros fatores anatomopatológicos.
Quando já existe um linfonodo suspeito ao exame clínico ou de imagem, é necessária uma investigação direcionada, que pode incluir ultrassonografia e biópsia. Essa situação é diferente da pesquisa do linfonodo sentinela.
Como é o acompanhamento após a cirurgia?
A frequência das consultas depende do estádio do melanoma e do risco de recorrência. Como referência geral, nos estádios iniciais, o acompanhamento pode ocorrer a cada 6 a 12 meses nos primeiros cinco anos e, posteriormente, de forma anual. Nos estádios de maior risco, as consultas podem ser realizadas a cada 3 a 6 meses nos primeiros dois anos, com intervalos individualizados nos anos seguintes.
As avaliações incluem exame dermatológico completo, inspeção da cicatriz, exame das cadeias linfonodais regionais e investigação de novas lesões suspeitas. Também são importantes as orientações sobre autoexame mensal da pele e dos linfonodos e fotoproteção.
Quando são necessários exames complementares ou avaliação por outros especialistas?
A indicação de exames depende do estádio, dos sintomas e dos fatores de risco. Em pacientes assintomáticos com melanoma localizado em estádios iniciais, exames de imagem geralmente não são recomendados de rotina. Nos casos de maior risco, diante de sintomas suspeitos ou quando há possibilidade de disseminação, podem ser indicados exames como tomografia, PET-TC ou ressonância magnética.
O encaminhamento para oncologia clínica, cirurgia oncológica ou outros especialistas pode ser necessário quando há comprometimento linfonodal, suspeita ou confirmação de metástases ou indicação de tratamento complementar, como imunoterapia ou terapia-alvo. Nos casos mais complexos, a conduta pode ser definida em conjunto por uma equipe multidisciplinar.
Reconstrução da área operada
Após a retirada do tumor, o fechamento da ferida é planejado de acordo com seu tamanho, profundidade e localização. Quando necessário, utilizo técnicas de reconstrução, como retalhos ou enxertos de pele, buscando preservar a função e obter o melhor resultado estético possível.
Onde a cirurgia é realizada?
A maioria das cirurgias dermatológicas realizadas na OA Clinic ocorre no consultório, sob anestesia local.
Quando as características do procedimento ou as condições clínicas do paciente indicam a necessidade de ambiente hospitalar, a cirurgia é realizada em hospitais de grandes redes em São Paulo. Nesses casos, a anestesia pode ser local, com sedação ou geral, conforme a avaliação pré-anestésica e a indicação do anestesiologista.
Antes do procedimento, o paciente recebe orientações sobre os preparativos necessários e sobre eventuais avaliações complementares.
Como é a recuperação após a cirurgia?
As orientações pós-operatórias são adaptadas à localização e à extensão da cirurgia e ao tipo de fechamento realizado. Em geral, incluem cuidados com o curativo, higiene da região, proteção da cicatriz e restrição temporária de atividades que possam provocar tensão sobre a ferida.
Pequeno inchaço, hematoma, sensibilidade ou sensação de repuxamento podem ocorrer durante a recuperação. Sangramento persistente, dor intensa ou progressiva, vermelhidão importante, secreção, febre ou abertura dos pontos devem ser comunicados à equipe médica.
Quando é o primeiro retorno?
O primeiro retorno é programado de acordo com o tipo de cirurgia e a evolução do paciente. Em alguns casos, pode ser indicado já no dia seguinte ao procedimento, especialmente quando há necessidade de avaliar o curativo.
Quando os pontos são retirados?
O prazo para a retirada dos pontos varia conforme a localização da cirurgia, a tensão sobre a ferida, a técnica de fechamento e a evolução da cicatrização. Em geral, ocorre entre 7 e 21 dias após o procedimento, conforme a avaliação médica.
Em quanto tempo fica pronto o resultado da biópsia?
O resultado do exame anatomopatológico da peça cirúrgica costuma ficar disponível em aproximadamente 10 a 14 dias úteis. Esse prazo pode variar conforme o processamento do material e a necessidade de análises complementares.
Nos retornos, acompanho a cicatrização, explico o resultado anatomopatológico e, quando necessário, discuto as próximas etapas do tratamento. Após a cirurgia do câncer de pele, o seguimento dermatológico regular também é importante para monitorar a região tratada e identificar precocemente novas lesões.
Antes de propor qualquer tratamento, ouço sua história, examino cuidadosamente a região e explico as possibilidades de forma clara. Veja como é a primeira consulta.
Perguntas frequentes
Quais tipos de câncer de pele você opera?
Realizo cirurgia dermatológica para o tratamento de carcinomas basocelular e espinocelular e de melanoma. A indicação e a técnica dependem do tipo de tumor, de suas características e da avaliação individual.
Como é feito o controle das margens cirúrgicas?
O controle depende da técnica utilizada. Em situações selecionadas, pode ser realizada avaliação histopatológica intraoperatória por cortes de congelação, permitindo examinar o tecido durante o procedimento e orientar a necessidade de ampliar a retirada. A análise é realizada por médico patologista, que pode se deslocar até a clínica para examinar o material durante a cirurgia ou, quando o procedimento é realizado em ambiente hospitalar, ser conduzida pelo patologista do hospital. A extensão do controle depende do método empregado e das margens efetivamente avaliadas.
A cirurgia é coberta pelo plano de saúde?
O atendimento é particular. Emitimos nota fiscal para que você possa solicitar reembolso ao plano de saúde, conforme as regras e a cobertura previstas no seu contrato.
